Quando a última grande crise economica mundial eclodiu há alguns meses, governos dos países desenvolvidos se reuniram e tomaram decisões fortes e rápidas para acudirem bancos e empresas inescrupulosas que especularam com moedas a outros ativos. Liberaram recursos de impostos a fundo perdido a bancos e grandes conglomerados empresarias que ultrapassaram a casa de trilhão de dólares. No Haiti, os recursos que lhe foram destinados até o momento não passam de US$360 milhões, ou pouco mais de US$4,00 per capita para seus quase 8 milhões de habitantes.
Infelizmente, essa mobilização de recursos nao está ocorrendo no volume e presteza para socorrer um povo dizimado pela tragédia do terromoto. São pequenas somas de recursos que chegam lentamente incapazes de darem conta da emergencia de dezenas de milhares de pessoas soterradas e outras centenas de milhares feridas que precisam de água, remédio, comida e assistencia médica. Além da reconstrução emergencial de estruturas hospitalares, abrigos, escolas, etc. São de fato dois pesos e duas medidas. Para salvar e reconstruir bancos e empresas tudo foi possivel e rapidamente. Já para salvar vidas, os dirigentes deixam muito a desejar. Essa é a humanidade... Como fará falta Dra. Zilda Arns. Viva sua memória e seu exemplo.
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