sábado, 30 de janeiro de 2010

Falta de água no Rio: As mentiras de Wagner Victer e a verdade querem esconder da população

Cabral e Victer riem. A população sofre com falta d'água.



Conforme prometi vocês agora vão saber a verdade sobre a falta de água que está atormentando centenas de milhares pessoas no Grande Rio. Primeiro, no início da semana, o presidente da Nova CEDAE, Wagner Victer negou que houvesse problemas de falta de água. Segundo ele eram “apenas problemas pontuais”. Ontem, diante do clamor público, que está entupindo as redações de jornais, rádios e emissoras de televisão com e-mails e telefonemas reclamando a falta de água, o senhor Wagner Victer passou a culpar a LIGHT. Duas mentiras deslavadas. Uma para encobrir a outra.

Agora vamos aos fatos que o presidente da Nova CEDAE, Wagner Victer quer esconder da população. Todas as informações que vou divulgar foram devidamente comprovadas junto a funcionários da CEDAE.

1º Alegando contenção de despesas, empregados da CEDAE, que trabalham no Guandu, com 15, 20 e até 35 anos trabalhando nas manobras e operações dos sistemas de abastecimento da Zona Oeste, Zona Norte e Baixada Fluminense, estão proibidos pelo senhor Wagner Victer de prestarem serviços extraordinários em feriados, fins de semanas e em períodos noturnos, para as manobras de redistribuição de água para locais em que há falta dela. Essas operações estão sendo executadas, por empregados de empreiteiras, sem nenhuma experiência e com pouco conhecimento do sistema.

2º Acima da Estação de Tratamento do Guandu, existe o reservatório de Marapicu, que abastece a Baixada Fluminense, a Zona Oeste e algumas outras localidades, cuja capacidade de armazenamento é de cerca de 20 milhões de litros e opera com uma lamina de água de no máximo de 4,20 metros. Se a lâmina d'água ultrapassar esta altura, ocorre o transbordamento. Durante a noite, quando as pessoas dormem, o consumo de água diminui muito, o que possibilita a CEDAE operar, adequadamente, o sistema e redistribuir essa "sobra" de água para os locais menos favorecidos de oferta d'água - mas por falta de manobras adequadas no sistema, operadas pelos funcionários de empreiteiras - o reservatório do Marapicu, durante os períodos noturnos dos últimos meses, tem tido o seu nível de operação, perigosamente, perto dos 4,20 metros e próximo também do transbordamento. Para evitar esse risco, os empregados da CEDAE que operam a Estação do Guandu, se vêem obrigados a desligar grupos de motores-bombas e a fecharem alguns dos 132 filtros do Guandu, diminuindo a produção de água tratada, evitando o possível transbordamento.

Esse desligamento está fazendo com que falte água em bairros, onde normalmente não há problemas de abastecimento, especialmente Campinho, Madureira, Oswaldo Cruz, Realengo, Vila Militar, além dos Centros de Campo Grande, Santa Cruz, Nova Iguaçu, Belford Roxo e Mesquita.

3º A Nova CEDAE escondeu da população, que agora neste mês de janeiro, a Estação de Tratamento de Guandu já sofreu 10 paradas por problemas técnicos. Para que vocês tenham uma idéia, o histórico médio de paradas no Guandu por acidente ou problemas técnicos é de 1 dia por ano. Em apenas 25 dias de janeiro houve 10 paradas.

É provável que a imprensa não dê uma linha sobre todos esses absurdos; sobre o caos e a má gestão que reinam na NOVA CEDAE, mas todas as informações que acabo de revelar, todas com fundamentação técnica podem ser checadas e comprovadas juntos aos funcionários da CEDAE. A direção é claro que vai negar tudo.

Agora, a população do Rio de Janeiro sabe porque está sofrendo desnecessariamente – é bom que se diga – com a falta de água.


Em tempo: Amanhã vou revelar irregularidades nos contra-cheques da Nova CEDAE.

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